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“Maquinograma” X Hemograma: a importância do diagnóstico veterinário profissional

“Maquinograma” X Hemograma: a importância do diagnóstico veterinário profissional

Oferecer um diagnóstico preciso para os clientes é parte do processo para que uma sólida relação seja construída com base na confiança. Assim, é de grande importância que os veterinários clínicos devam atuar em parceria com centros de diagnóstico que sejam referência no assunto.

No entanto, ultimamente muitos profissionais da veterinária têm utilizado de resultados de hemograma das máquinas “maquinograma”, sem a análise deste exame por profissional especializado. Mas seria essa uma decisão correta a ser tomada? Quais são os riscos que essa prática pode trazer?

Vamos falar um pouco mais sobre o assunto no decorrer desse artigo, e você é nosso convidado para nos acompanhar nessa leitura.

 

A importância do hemograma

O hemograma é considerado um dos exames mais comuns e conhecidos. Sua função básica é realizar uma avaliação, tanto da quantidade como da qualidade, da produção e perda de eritrócitos, leucócitos e das plaquetas.

Como você bem sabe, esses valores são fundamentais para o diagnóstico e acompanhamento de anemias, infecções, coagulação sanguínea e outros problemas que podem acometer o animal. Assim, por mais que seja considerado um exame laboratorial de triagem inicial, aparentemente simples, seus resultados podem ser fundamentais para um correto tratamento.

Aliás, em cenários piores, uma leitura incorreta pode até gerar diagnósticos errados, o que pode piorar o quadro de saúde do animal em questão. Por tudo isso, realizar o hemograma de maneira correta e profissional é uma necessidade a qual todo veterinário precisa se agarrar. 

Contudo, há uma prática relativamente recente que tem gerado algumas controvérsias nesse sentido…

 

Os perigos do “Maquinograma”

Conforme a tecnologia do setor veterinário evoluiu, grandes avanços foram conquistados, o que é sempre positivo. Sejam diagnósticos mais rápidos e precisos, ou tratamentos cada vez mais eficazes, é fato que a ajuda das máquinas tem feito a diferença.

Por outro lado, com a modernidade também surgiu a possibilidade de aproximar o veterinário da realização de um diagnóstico. Assim, tem sido possível adquirir máquinas para a realização do hemograma dentro das próprias clínicas veterinárias. Mas, o que à primeira vista pode parecer o ideal, há alguns pontos negativos que devem ser levados em consideração.

Além do fato de que essas máquinas que realizam o hemograma necessitam de aferição e calibragem diárias, esse procedimento exige conhecimento técnico bastante específico para ser realizado precisamente e não interferir no correto funcionamento da aparelhagem. 

Também é fato que mesmo que a máquina esteja funcionando adequadamente, várias alterações que ocorrem normalmente nas amostras, principalmente de animais, não são capazes de serem percebidas ou avaliadas pela máquina, mas que interferem muito no resultado do exame, como exemplo podemos citar: agregados plaquetários, auto-aglutinação, lipemia, hemólise dentre outros. 

Outro fato muito importante a ser colocado é a análise e leitura do esfregaço sanguíneo, feita por profissional especializado, que além de verificar se a leitura da máquina está correta, observa presença de alterações nas células e presença de possíveis agentes patogênicos presentes, o que é um valioso diferencial para o diagnóstico e prognóstico de várias doenças.


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